Palavras.
Tão subentendidas, tão simples.
Alguns a levam como inspiração, aprendem a entendê-las.
Reproduzem-nas, em outra ordem, e aí o sentido é alterado.
Sentido. Esse, se expresso somente com palavras, ainda sim pode ser mal entendido.
Palavras comunicam, sim é verdade, mas são o meio e não a mensagem.
Qual o valor que você da para um olhar?
Ele te passa sentimentos? Ou talvez seja nosso vício tentar entender o que não está entendido?
E o que fazer com um olhar perdido?
Pensamentos, ah os pensamentos. Mundo Individual de cada alma, diário secreto de cada existência.
A vontade de compartilhá-los é imensa. Mas pra quem? Mas pra quê?
É quando a necessidade de liberdade de idéias explode, vaga por outros meios.
Novas experiências adquiridas, novas idéias transformadas, um novo sentido dado, com um olhar engajado por bons sentimentos. Lá vem os pensamentos, novamente.
Liberto o pensamento, recomeça o jogo.
Rotina frequente, que transforma e destransforma. Que cria e destrói.
Entre todos os elementos, surge o silêncio. Calmo, tão calmo que chega a assustar.
E aonde ele vai parar? Quanto tempo ele vai durar?
Lá se somam outras perguntas sem respostas, o mundo que finge que entende, mas que no fim não entende é nada.
Vou ficar no meio da rotina ou vou me surpreender?
Quantas surpresas irão acontecer, pra eu enfim dizer: "Essa é a surpresa que eu quero. Aqui é o silêncio que eu levo. Intocável por muito tempo, mais bem perto no momento."
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