Acordo todos os dias pensando nela. Se precisamos de comida para sobreviver do corpo, preciso do gosto dela para alimentar a alma. Meu olho padece sobre o seu olhar, e minha voz fica ofegante quando estou ao lado dela.
Aos poucos vou entrando em uma porta do mundo dela, e abrindo as portas do meu mundo.
Engraçado ver como essas pequenas entradas no território um do outro, mostram semelhanças entre os dois mundos. Semelhanças que vão da mais simples música em comum, ao absurdo da imaginação, onde só algo maior poderia causar tal união de idéias.
Vivo em um mundo diferente do mundo das outras pessoas.
Hoje, prefiro viver no mundo dos meus sonhos, e esperar que a minha realidade e meu mundo imaginário se unam em um só. Talvez isso seja o que classificaram como felicidade. Porque se perguntado hoje para as pessoas o que resume a felicidade, todas responderão "Dinheiro".
Não quero resumir a minha felicidade a um pedaço de papel.
Quero acordar no dia seguinte, e encontrar ela do meu lado.
Quero parar na frente do mar, e admirar o barulho que se iguala aos meus sentimentos.
Quero viver toda a pureza natural, a pureza de uma vida enfim livre.
Livre de males, livre de uma profunda dor e mágoa, para qual a sociedade está caminhando.
E se um dia eu alcançar esse objetivo na minha vida, talvez escreva um livro, pra quem sabe as outras pessoas aprenderem a amar novamente, em tempos de luto.
Quando não houver mais amanhã, por favor, registre essa história.
Há muito tempo que venho colocando em prova essa velha história.
Em tempos modernos, pessoas não conseguem unir o amor com a condição de vida moderna dos tempos de hoje.
Afinal, a pessoa que se dispor de amar hoje em dia, precisa engolir muita coisa, passar por cima de várias condições dolorosas e ríspidas. O que será que acontece hoje em dia? As pessoas esqueceram de amar, ou simplesmente desaprenderam?
Quando nascemos e nos é apresentado o significado da palavra "amor", muitos sabem o significado, mas nunca entendem ao certo como é ao pé da letra.
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