
Acordei. Começo a abrir os olhos, e ainda me recupero do estado sonolento. Na tentativa de coçar meus olhos, reparo que em um de meus braços, está a cabeça dela, acomodada, como se meu braço fosse o melhor travesseiro que existisse. Acordo ela com um beijo, repito centenas de vezes que a amo, e desejo a ela um bom dia. Me levanto, deixando ela deitada ainda, preparo um café pra mim e pra ela. Sentamos na mesa, e comemos rindo da noite passada, lembrando de como estávamos doidos, rindo em cima da areia e ouvindo o belo som do mar. A fogueira que rolava, aquecia cada vez mais nossos momentos, e tornava cada olhar mais especial pela luz que emitia.
Após o café, tomamos um banho, nos arrumamos, e saímos pra relaxar na praia. Caminhando por lá, conhecendo cada vez mais o lugar e clareando de hora em hora a mente. As risadas, fluem de repente, sem nenhuma razão aparente. São risos de felicidade, risos de satisfação, risos de empolgação. Risos que surgem pelo motivo único de estarmos ali. Desconectados do stress do trabalho na cidade grande, da loucura para entregas de trabalho, livres. Livres da angústia, da falta de paz da cidade. Entre milhares de paisagens pelo caminho, um minuto de silêncio. Silêncio para admirar a vista, e o quão linda a natureza é. As pessoas as vezes perdem o brilho de certos momentos. Mas naquele lugar, com essa vista, com essa companhia, com essa brisa, é óbvio que não deixarei que esses momentos passem pelos meus olhos sem minha percepção.
Voltamos do passeio de manhã, preparamos um almoço. Eu só ajudo ela, já que cozinhar não é lá o meu forte. Almoçamos e rimos do que passou na manhã. Lembramos de alguns momentos, rimos mais um pouco. Depois saímos novamente. Quando cai a noite, as opções aumentam. Podemos ficar por aqui, e aproveitar a noite só eu, você, seus beijos, arranhões e amassos. Podemos sair por aí, conversar com amigos, beber, ou fazer outra fogueira na praia. Não interessa. Não faltam opções, não faltam ambições. Não ambição profissional, mais ambição pela vida. Por aproveitá-la sem deixar vestígios nenhum de vida desperdiçada. Aproveitá-la a ponto de nunca mais querer voltar.
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