segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

As horas nunca foram tão horas.
Os minutos, nunca foram tão minutos.
E os segundos, tão segundos.

Há pouco tempo atrás, o tempo sempre me surpreendia.
Hoje, ele já não me surpreende mais.

É sempre a mesma coisa.

E enquanto o tempo não para de correr, a vida não para de acompanhá-lo, lado a lado. Minha
cabeça começa a se perder novamente.

São momentos repentinos.
O pensamento vem, eu jogo ele pra longe.
Me distraio por um minuto, e lá vem ele de novo. Jogo pra longe.

Vou jogando pra longe todas as vezes que posso e consigo, porém um vez que ele me
pegue desprevenido, é o suficiente pra minha cabeça começar a funcionar.

Aí o cérebro começa a raciocinar com o coração.
O Coração não foi feito para raciocinar, ele foi feito apenas pra sentir.

Talvez, equilibrar o coração e o cérebro em uma sintonia só, seja impossível.
Por isso, prefiro desligar o cérebro.

Meu coração sempre estará ligado, e sintonizado em seu canal.

O por que, de não estar vendo o seu programa ao vivo, é algo que eu irei
desviar o foco até não poder mais.

Não existe razão no amor, e muitas vezes, não existe amor na razão.
Se tiver que optar por algum desses, vou optar pelo amor. Mesmo que
não saiba aonde ele irá.

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