segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Círculo


Ao te ver, uma sensação.
A sensação gerou a curiosidade.
A curiosidade gerou a dúvida.
A dúvida gerou a vontade.
A vontade despertou a coragem.
A coragem obrigou as idéias.
As idéias se confundiram.

Ao se confundirem, a vontade se sobrepõe.
Da vontade, vem o beijo.
Do beijo, as outras sensações.
Algumas já sentidas, outras adormecidas.

Ao final, uma risada.
da risada, pensamentos.
A partir daí, os pensamentos
só despertavam outros pensamentos.

Dos pensamentos, voltamos a dúvida.
Da dúvida, vamos as risadas novamente.
É, as risadas. Contínuas e espontâneas.
Das risadas, as confissões.
Das confissões, à cumplicidade.

Cumplicidade, que vinha das semelhanças.
Semelhanças que vinham do passado.
Passado esse sempre presente, para bem
ou para mal.

Além das semelhanças, existem diferenças.
Das diferenças, até a compreensão.
Da compreensão até a conversação.
Conversação que inspirava e transpirava emoção.

Emoção, que vinha também em momentos difíceis.
Momentos difíceis que vinham como o vento,
roubando a alegria e paz existentes.
Desavenças estão propícias a acontecer.

Das desavenças ao incômodo.
Do incômodo a dúvida novamente.
E da dúvida, até aqui.

Os caminhos foram traçados, e passaram por diversas visões.
Forma incontrolada de julgamento e questionamento de ambas as partes.

O que não pode se perder são os momentos de alegria.
São as risadas espontâneas, e a alegria em sua presença mais bela.

Lembrar, que antes de todas essas palavras, vinha o amor.

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