
Olhar que anseia pelo desconhecido.
Vive os momentos baseado em seu relógio interno.
As vontades é que movem os ponteiros.
Os ideais são as horas
A música é o ritmo das passadas.
Olhar convidativo porém recioso.
Anseia por compartilhar, mas morre de medo de perdê-los.
Perder o que lhe torna o que é.
Seus pensamentos.
Olhar que não foca o visível, mas foca a essência.
Julga, a todo momento.
Tudo e todos, em todas as partes, por todas os ideais.
Olhar que une duas coisas.
O Externo e o interno.
É a imagem conversando com a essência.
A essência conversando com a imagem.
Olhar que revela a alegria de se estar bem.
Mas que ao mesmo tempo revela a mágoa de que podia estar melhor.
Olhar que mostra valores.
Valores que são conduzidos pela vida e destinados como
uma missão a este avatar de pele e osso.
Olhar que no fim das contas, não revela nada.
É uma câmera que apenas capta, mas não grava.
Apenas aquela câmera, conseguiu ver todas as coisas
como elas realmente são.
E apenas um espectador, pôde acompanhar toda a
história contada por ela.
No fim, todos nós somos únicos para nós mesmos.
Alguns conseguem assim, acabando por odiá-los a si mesmos.
Em alguns momentos, encontramos pessoas que estão em
um filme parecido com o nosso.
Nos aproximamos por crer que é o mesmo filme.
Mas nos afastamos quando nos damos conta que as histórias
devem ser diferentes.
Por mais que essas histórias tenham se separado, em algum momento
trilharam o mesmo compasso.
Daí há a possibilidade de gravarmos nossas histórias.
Gravarmos e passarmos adiante, para que ela nunca se apague.
Nunca perder a essência, acima de qualquer imagem.
E saber que as coisas são assim porque elas tem de ser assim.
Você não é o único diretor da sua própria vida.
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