
A cada passo que dei, parece que uma nova possibilidade se abriu.
É invegável que o destino posta opções na sua frente, e que você deve decidir sobre elas sem saber como as coisas irão terminar.
Isso apenas mostra que nós, meros humanos, somos criaturas que vivem entre o erro e o acerto. Não existe meio termo em nossa vida, e por isso perdemos o rumo e o controle das coisas.
E quando suas escolhas são baseadas no amor?
Tudo piora, pois o sentimento é puro instinto. E nós não somos preparados para agir por instinto.
Em poucos anos, centenas de mulheres passaram por mim. Pude fazer centenas de escolhas entre elas, algumas pareciam tão óbvias, outras tão tolas.
Mas por quê eu escolhi ela?
Acho que a resposta mais simples é porque eu segui o meu coração.
E o que o meu coração viu por ela?
Viu momentos de plena cumplicidade.
Momentos em que nossa presença era absoluta no tempo/presente, e que nada mais importava.
Meu coração só tinha olhos para aquele sorriso, aquele olhar, aquela sensação indescritível de felicidade por estar ao lado de uma pessoa.
Eu não tenho dúvidas que isso é amor.
É um sentimento forte, que evolui pra vários outros adjetivos.
Já chamei de amor, de vício, de plenitude. De todos os nomes possíveis.
E se tem uma coisa que esse amor me ensinou, é a abrir mão de coisas ruins, em nome desses momentos bons, e dessa sensação boa de estar ao lado dela. Abri mão de muitas coisas mesmo, coisas que ninguém além de mim e dela saberão, simplesmente porque ninguém entenderia.
Não peço conselhos a ninguém, porque não acho que ninguém seja capaz de me aconselhar. Ninguém sente o que eu sinto, ninguém vive o que eu vivo, pra que pedir conselhos alheios?
O problema é me encontrar na situação que estou hoje.
Onde questiono não o meu amor por ela, nem o meu desejo de estar ao lado dela todas as manhãs sentindo o seu corpo sobre o meu, mas questiono se essa escolha foi a correta para a minha felicidade, ou a dela.
Nosso relacionamento se criou em uma árvore de problemas, impedimentos e restrições.
Passamos por cima de tantas coisas pra estarmos por aqui hoje, e eu realmente acho que lutamos contra tudo o que podíamos. Mas há algo que não se pode lutar contra, que é a felicidade mútua de um e de outro.
Não consigo averiguar qual o real problema, mas consigo identificar todas as consequências que esse problema misterioso causa. Ando confuso, porque perdi o meu senso de saber o que é bom pra mim e pra ela. Já vivemos muito tempo juntos, e muito tempo separados um do outro. Nas duas situações tive os dois pólos. Abri mão de uma certa "liberdade", de saídas com os amigos, de diversas mulheres, de pensar tão somente em mim, por um amor e uma saudade incontroláveis.
Mas só fiz isso porque eu sempre quis um amor.
Um amor em paz, e um amor puro.
Um amor daqueles que você vê em filmes.
Um amor, que talvez esteja extinto pelo modo que nós vivemos hoje em dia,
Mas um amor que eu nunca deixei de acreditar.
E é com toda essa força dentro do meu peito, que eu peço a Deus, ou a quem quer que possa me ajudar, que traga a felicidade a ela e a mim.
Que se nosso destino e nosso amor for forte o suficiente, que sejamos extremamente felizes, que tenhamos todos esses momentos intensos que sempre tivemos, e que exista poucas brigas na nossa jornada.
E que se o nosso destino for separado, que Deus faça com que ela tire boas lições do que passamos, que encontre alguém que consiga faze-lá feliz, e que ela nunca esqueça dos bons momentos que tivemos juntos, porque isso, isso nem Deus vai fazer apagar. Que também eu tenha a oportunidade de levar minha vida adiante, e tentar ser feliz também.
Eu só quero, por todo esse amor que tenho dentro do meu peito, vê-lá feliz pro resto de sua vida.
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