segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Lua



Existem dúvidas que jamais teremos respostas. 

A vida se manifesta de milhares de formas diferentes, sejam essas manifestações naturais, ou meramente coincidências do acaso, inexplicavelmente postadas em nossas vidas. 

Praticamos ações, que geram reações, e reagimos a milhares de ações. 

A Lua me causa a mesma sensação que tenho quando te vejo. 
Inclusive suas variações, são tão parecidas com as variações de pensamento que tenho de você.

Em alguns dias, aparece discreta, como uma boa música que escutamos por acaso. 
Em alguns momentos some, dando brechas pra sensações e experimentações novas para minha pessoa.
Mas os piores dias são quando ela brilha forte, intensa, se faz presente pela sua luz, sem que possamos fugir do que essa luz ilumina. 

Esses são os piores dias.
Dias em que a saudade dentro do meu peito aperta.
Tento te evitar de todas as maneiras, mas sou confrontado com impulsos maiores em te ver, ler algumas cartas antigas, apreciar fotos de bons momentos, e viver a dor a flor da pele. 

A que pontos chegamos.
Em pensar que tudo aquilo que pra mim fazia parte dos meus dias, hoje já não faz parte mais.
Em pensar que minha carga de energias hoje deve ser feita por diversas fontes diferentes, já que você, responsável pelo meu humor e meu bem-estar de antigamente já não se faz mais presente. 

Juro que estou tentando, com foco e determinação, te esquecer. 

Mas é difícil.
Talvez porque eu tenha atribuído sua presença na minha vida de uma forma marcante e intensa, igual ao brilho da Lua.

O ruim de saber disso, é que a Lua nunca vai desaparecer. 
Só preciso cuidar pra que ela se esconda como faz em tantos outros dias.

E rezar pra que minha vida ganhe um novo sentido bem rápido...

Maldita saudade...

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