segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lonely World


Estava andando rumo a lugar nenhum.
Sozinho, olhava para o mar, que estava em uma ressaca que nunca tinha visto.
O tempo estava frio e coberto por nuvens, tornando o céu acinzentado, e passando um ar de solidão incontestável.
Cada passo dado, remetia à alguma coisa que eu realmente acho importante na minha vida.
o barulho do vento fica cada vez mais forte, mais por incrível que pareça, eu não sentia ele em mim. Parecia que meu corpo não estava lá em carne e osso.
O caminho que seguia era tão longo, mais ao mesmo tempo tão misterioso. Não existiam pessoas, eu não sentia o vento, o mar não estava bonito. Coisas estranhas, que são contrárias a coisas que eu prezo e gosto.
Conforme ia andando, via que o caminho não mudava, era sempre o mesmo.
Estava andando e pensando algumas horas sobre a vida, e não derramava uma gota de suor.
Resolvi sentar na areia e pensar comigo mesmo. O que será de mim e da minha vida?
O que o destino reserva pra mim?
E eu, o que espero do destino?
Hoje sinto necessidade de conversar comigo mesmo.
Mas também sinto necessidade de levar alguém para conhecer os meus mundos.
Tanto o meu mundo colorido, vivo e repleto de pessoas, como o meu mundo acinzentado, morto e solitário.
Eu admiro as cores, assim como a falta de cor.
Eu admiro a união, assim como admiro a solidão.
É quando você se livra desses tais "conceitos" impostos que você começa a enxergar os dois lados da moeda.
Dei uma última olhada ao redor, como se fosse me despedir de tudo. O cenário era a companhia perfeita naquele momento, e eu tinha que me despedir deles. Olhei fixamente à cada um deles, o mar, a areia e o céu, e meu coração tratou de conversar com cada um deles.
Era engraçado a sensação de compreensão que eu tinha para cada grão de areia que compunha aquele momento.
Era hora de ir embora, e eu simplesmente aceitei. Fechei meus olhos, respirei fundo e me concentrei. Aos poucos fui ouvindo vozes, aos poucos fui entendendo que estava voltando ao mundo real. Abri meus olhos e vi meus amigos ao meu redor, sorridentes e felizes de todos nós estarmos juntos e reunidos. Me despedi da solidão por um momento, e me encontrei com a amizade e valores de união.
Para muitos deles, o mundo que eu tinha visto, seria um absurdo. A coisa mais chata do mundo ou talvez o verdadeiro inferno.
Pra mim aquilo é apenas um momento de tranquilidade e de reflexão.
Talvez por isso ninguém me entenda.
Quando pegam meus olhos vagando para lugar nenhum, é lá que eu estou.
No meu mundo solitário e sem cores.

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